sábado, 28 de agosto de 2010

720 pontos em direções opostas e desopostas ao mesmo tempo/não-tempo

É como se o corpo não fosse arquitetado para suportar tantos sentimentos e sensações com tanta intensidade.

É como se as palavras, as imagens, o mundo que conheci já não tivessem nada a ver com o que experiencio.

É como se eu me desmontasse e remontasse milhares de vezes, procurando a melhor forma para ressoar os acordes dessa melodia.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Realidade é subjetividade impressa e imposta


Acordei para cuspir,

E do cuspe se fez o Universo.

domingo, 11 de julho de 2010

Quando Deus disse "E faça-se a luz", que idioma ele usou?







Qual a melodia das trombetas do Apocalipse?

sábado, 10 de julho de 2010

O Gato da Rua da Girafa me falou:


"Talvez as coisas não estejam bagunçadas, só arrumadas de outra forma."



sexta-feira, 2 de julho de 2010

Eles perderam o jogo

Hoje, meu amigo Lelé me escreveu a seguinte mensagem:

"Engraçado... Estou presenciando um luto coletivo! KKK
No trem ninguém ri... Nem as crianças... ¬¬' "

Talvez, dentro de nós, haja algo de aspirante a ser humano, pois percebe-se uma ânsia por emocionar-se, enfurecer-se, alegrar-se e entristecer-se, mesmo que não saibamos para quê, por quê, ou por quem sentir tais coisas.

E não perca, a qualquer momento (ou não), mais um episódio de "Robôs Somos Nós"!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Noite fria, cabeça quente.

Vento frio, fumaça quente.

Estômago frio, pastel quente.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Desconstrução de mim mesmo

Quando eu vi o café quente pousar sobre a xícara, Cheguei a pensar que eu era esta xícara. Perguntei-me então: "Será que virão duas colheres de açúcar, ou só uma? Ou será que este café ficará amargo mesmo?".
O café, apesar de quente, tinha um gosto de café adormecido, requentado. Foi misturado a um pouco mais de uma colher de açúcar, levado a boca e rapidamente engolido. Naquele momento, percebi que eu não era a xícara.
Quando a faca tocou a carne e a cortou, fazendo o sangue escorrer, pensei eu ser a faca, aquela lâmina afiada que intervia sobre a pele e modificava ali aquela realidade de existência, de segurança e conforto. No entanto, quando o sangue espirrou sobre a mão, percebi que eu não era aquela faca. Eu não era a faca. Talvez eu fosse a mão que esfaqueava, mas isso eu não sabia, pois ela estava infurecida de uma forma que eu jamais me ví (se é que eu já me vi de alguma outra forma).
Era manhã na cidade, por volta das oito horas. Muitos, mas muitos mesmo, muitos motores surgiam e rugiam como leões famintos de carne e de sangue. Estes rugidos até pareciam os rugidos daqueles gárgolas que viviam nas copas dos prédios, deliciando-se da visão dolorosa daqueles que rastejavam sobre a calçada quente naquela manhã ensolarada. Pensei eu então ser aquele pacote de salgadinho que estava jogado na guia. O vento soprou e ele então saiu voando, voando por entre a poeira, a fumaça quente e o vapor das transpirações daqueles seres que por ali passavam. Mas quando vi que aquele pacote de salgadinho não teria um paradeiro, vagaria sem rumo por séculos e séculos, atrapalhando e poluindo e decorando aquela paisagem de mundo, eu percebi que também não era o pacote de salgadinho.

sexta-feira, 9 de abril de 2010



Quem é esse ser que habita debaixo da minha cama?
Quem é esse ser que se projeta na superfície do metal, do vidro, da água?
Quem é esse que contesta o que falo e o que faço?
Por que chamar de Eu alguém que não conheço, não quer ser conhecido e prefiro não conhecer?
Quem é esse ser mutável, que ao buscar transformar-se, transforma também o que há à sua volta?
Quem é esse que rejeita qualquer identidade e qualquer forma estática e determinada?
Quem é esse que morre e renasce ao perceber sua própria existência?
Quem é esse ser brando e eufórico, volátil como o Éter?
Ora sou, ora não sou.
Ora estou, ora não estou.
Como uma supernova originando o Universo,
Como um buraco negro transformando Tudo em Nada,
Como a matéria que habita o vácuo,
Como o vácuo entre as matérias.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Por trás dos óculos,
Todos os olhos são nus.

Por dentro dos sapatos,
Todos os pés são descalços.

Por baixo do cabelo,
Toda cabeça é careca.

Por baixo da roupa,
Todo mundo é pelado.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ontem à noite eu vi Deus.
Ele era um mosquito pequenino pousado num fio que pendurava um amuleto no meu quarto.
Cantei para ele e, em retribuição, ele me mostrou o quão grande e infinito é.