Razão pra quê, se as emoções são mais sábias do que os pensamentos?
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
sábado, 9 de outubro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
De quantos muros é feita a cidade?
De quantos tijolos são feitos os muros?
De quantos tijolos é feita a cidade-muro?
Quantos cantos são formados por muros?
Quantos vãos existem entre os muros?
Quantos vãos existem entre os tijolos dos muros da cidade?
Quanto de dor existe em cada tijolo?
Quanto de amor existe em cada vão?
Quanto de esperança existe em cada canto?
Quanto de medo existe em cada muro?
Do quanto de cidade-muro é feita a alma humana?
sábado, 28 de agosto de 2010
720 pontos em direções opostas e desopostas ao mesmo tempo/não-tempo
É como se o corpo não fosse arquitetado para suportar tantos sentimentos e sensações com tanta intensidade.
É como se as palavras, as imagens, o mundo que conheci já não tivessem nada a ver com o que experiencio.
É como se eu me desmontasse e remontasse milhares de vezes, procurando a melhor forma para ressoar os acordes dessa melodia.
É como se as palavras, as imagens, o mundo que conheci já não tivessem nada a ver com o que experiencio.
É como se eu me desmontasse e remontasse milhares de vezes, procurando a melhor forma para ressoar os acordes dessa melodia.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
sábado, 10 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Eles perderam o jogo
Hoje, meu amigo Lelé me escreveu a seguinte mensagem:
"Engraçado... Estou presenciando um luto coletivo! KKK
No trem ninguém ri... Nem as crianças... ¬¬' "
Talvez, dentro de nós, haja algo de aspirante a ser humano, pois percebe-se uma ânsia por emocionar-se, enfurecer-se, alegrar-se e entristecer-se, mesmo que não saibamos para quê, por quê, ou por quem sentir tais coisas.
E não perca, a qualquer momento (ou não), mais um episódio de "Robôs Somos Nós"!
segunda-feira, 14 de junho de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Desconstrução de mim mesmo
Quando eu vi o café quente pousar sobre a xícara, Cheguei a pensar que eu era esta xícara. Perguntei-me então: "Será que virão duas colheres de açúcar, ou só uma? Ou será que este café ficará amargo mesmo?".
O café, apesar de quente, tinha um gosto de café adormecido, requentado. Foi misturado a um pouco mais de uma colher de açúcar, levado a boca e rapidamente engolido. Naquele momento, percebi que eu não era a xícara.
Quando a faca tocou a carne e a cortou, fazendo o sangue escorrer, pensei eu ser a faca, aquela lâmina afiada que intervia sobre a pele e modificava ali aquela realidade de existência, de segurança e conforto. No entanto, quando o sangue espirrou sobre a mão, percebi que eu não era aquela faca. Eu não era a faca. Talvez eu fosse a mão que esfaqueava, mas isso eu não sabia, pois ela estava infurecida de uma forma que eu jamais me ví (se é que eu já me vi de alguma outra forma).
Era manhã na cidade, por volta das oito horas. Muitos, mas muitos mesmo, muitos motores surgiam e rugiam como leões famintos de carne e de sangue. Estes rugidos até pareciam os rugidos daqueles gárgolas que viviam nas copas dos prédios, deliciando-se da visão dolorosa daqueles que rastejavam sobre a calçada quente naquela manhã ensolarada. Pensei eu então ser aquele pacote de salgadinho que estava jogado na guia. O vento soprou e ele então saiu voando, voando por entre a poeira, a fumaça quente e o vapor das transpirações daqueles seres que por ali passavam. Mas quando vi que aquele pacote de salgadinho não teria um paradeiro, vagaria sem rumo por séculos e séculos, atrapalhando e poluindo e decorando aquela paisagem de mundo, eu percebi que também não era o pacote de salgadinho.
O café, apesar de quente, tinha um gosto de café adormecido, requentado. Foi misturado a um pouco mais de uma colher de açúcar, levado a boca e rapidamente engolido. Naquele momento, percebi que eu não era a xícara.
Quando a faca tocou a carne e a cortou, fazendo o sangue escorrer, pensei eu ser a faca, aquela lâmina afiada que intervia sobre a pele e modificava ali aquela realidade de existência, de segurança e conforto. No entanto, quando o sangue espirrou sobre a mão, percebi que eu não era aquela faca. Eu não era a faca. Talvez eu fosse a mão que esfaqueava, mas isso eu não sabia, pois ela estava infurecida de uma forma que eu jamais me ví (se é que eu já me vi de alguma outra forma).
Era manhã na cidade, por volta das oito horas. Muitos, mas muitos mesmo, muitos motores surgiam e rugiam como leões famintos de carne e de sangue. Estes rugidos até pareciam os rugidos daqueles gárgolas que viviam nas copas dos prédios, deliciando-se da visão dolorosa daqueles que rastejavam sobre a calçada quente naquela manhã ensolarada. Pensei eu então ser aquele pacote de salgadinho que estava jogado na guia. O vento soprou e ele então saiu voando, voando por entre a poeira, a fumaça quente e o vapor das transpirações daqueles seres que por ali passavam. Mas quando vi que aquele pacote de salgadinho não teria um paradeiro, vagaria sem rumo por séculos e séculos, atrapalhando e poluindo e decorando aquela paisagem de mundo, eu percebi que também não era o pacote de salgadinho.
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