quinta-feira, 22 de setembro de 2011

É daqui a pouquinho... estão brotando as sementes desse tal de novo mundo!
Tudo mudando... é tempo de recomeçar, mas dessa vez com um novo fôlego, novos olhares, novas linguagens, novas vozes.
Pois é... é nisso que dá viver!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011


Noite fria, cabeça quente.

Vento frio, vapor quente.

Estômago frio, café quente.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Faz tempo que não chove aqui, dentro de mim...
O céu se anuvia sempre, relampeja e tudo mais, mas a chuva demora, demora, e acaba não caindo.

Admiro as pessoas chuvosas, os vários tipos;
As tempestuosas e as garoentas também.
Pelo menos elas chovem, e lavam seus telhados poluídos, irrigam seus solos...

Minha chuva é rara, às vezes cai umas gotinhas, mas o céu continua carregado.

Minhas plantas parecem que não dependem da chuva para crescer.
Crescem por si só, com o solo seco mesmo,
Ou talvez irrigadas pelo sangue que é derramado nas guerras tão comuns nesse território.

sábado, 30 de abril de 2011

Tem vezes que quero,

Tem vezes que faço,

Tem vezes que quero fazer,

Tem vezes que tudo o que faço é querer.

domingo, 10 de abril de 2011

EntreTempo


Versão feita especialmente para a exposição "como a matéria que habita o vácuo", Abril de 2011.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Da Imagem

A imagem substitui a verdadeira experiência sensorial.
A imagem não existe, é um falso consenso sobre a existência das coisas.
A palavra não existe, palavra é imagem falada.
A escrita é palavra - ou seja, a imagem falada - retransformada em imagem.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Naquele momento, o mesmo pensamento ocorreu a todos. "Ele foi o primeiro a ficar cego. Talvez todos recobremos a visão."
A comemoração não era inteiramente por ele.
Nos próximos dias, nas próximas semanas, ninguém dormiria de tanta ansiedade.
Veriam novamente. Desta vez iriam realmente ver.
Quem seria inseguro a ponto de prender-se ao cobertor da cegueira?
Quem seria tão tolo a temer que sua intimidade fosse perder-se?
E essa mulher que estava tão estranhamente calada, e que havia suportado tal fardo, e que, agora, estava repentinamente livre?
Ela já podia imaginar as vozes da cidade gritando "Posso ver!"
"Estou ficando cega", pensou.
(extraído do filme "Ensaio Sobre a Cegueira", de Fernando Meirelles)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Penso... Vazio!

Penso eu que penso muito, muito mesmo... Penso sobre o amor, sobre as pessoas, sobre o universo, sobre o mundo, sobre o não-mundo, sobre o pensamento e, no fim das contas, todo esse pensamento é sobre mim.
Penso sobre tudo... mas não falo sobre tudo.
Só falo de mim, não sei falar de outra coisa. E, ainda assim, tudo que sei é nada. Não há certeza, não há verdade, não posso afirmar nada sobre mim.
"A vida é feita mais de perguntas do que de respostas", dizem.
Talvez "resposta" seja só uma mentira inventada para aliviar a sensação de vazio causada pela pergunta.
Mas porque fugir desse vazio, se ele sempre volta, sempre reivindica o reconhecimento da sua existência? Porque ignorar o que talvez seja a única prova de nossa existência?

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Culinária & Utopia


Há de chegar o dia em que Culinária e Revolução serão sinônimos!


Bolo Vegano de Beterraba

- 1 beterraba grande ou 3 pequenas (150g);
- 1/2 xícara de óleo;
- 1 e 1/2 xícara de água;
- 2 xícaras de açúcar;
- 3 xicaras de farinha e trigo (pode ser metade integral, metade refinada);
- 1/2 colher (de sopa) de fermento em pó ou 2 colheres (de chá) de bicarbonato de sódio;

Rale a beterraba e bata junto com o óleo e a água no liquidificador até virar um líquido homogêneo.
Em um recipiente separado misture os ingredientes sólidos (açúcar, farinha e fermento) e, em seguida adicione a mistura líquida.
Misture bem, até ficar homogêneo .
Coloque a massa numa forma (daquelas com o furo no meio) untada com óleo e farinha, leve ao forno pré-aquecido a 240ºC e deixe assar por uns 35 minutos.