sexta-feira, 14 de outubro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Faz tempo que não chove aqui, dentro de mim...
O céu se anuvia sempre, relampeja e tudo mais, mas a chuva demora, demora, e acaba não caindo.
Admiro as pessoas chuvosas, os vários tipos;
As tempestuosas e as garoentas também.
Pelo menos elas chovem, e lavam seus telhados poluídos, irrigam seus solos...
Minha chuva é rara, às vezes cai umas gotinhas, mas o céu continua carregado.
Minhas plantas parecem que não dependem da chuva para crescer.
Crescem por si só, com o solo seco mesmo,
Ou talvez irrigadas pelo sangue que é derramado nas guerras tão comuns nesse território.
O céu se anuvia sempre, relampeja e tudo mais, mas a chuva demora, demora, e acaba não caindo.
Admiro as pessoas chuvosas, os vários tipos;
As tempestuosas e as garoentas também.
Pelo menos elas chovem, e lavam seus telhados poluídos, irrigam seus solos...
Minha chuva é rara, às vezes cai umas gotinhas, mas o céu continua carregado.
Minhas plantas parecem que não dependem da chuva para crescer.
Crescem por si só, com o solo seco mesmo,
Ou talvez irrigadas pelo sangue que é derramado nas guerras tão comuns nesse território.
sábado, 30 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
EntreTempo
Versão feita especialmente para a exposição "como a matéria que habita o vácuo", Abril de 2011.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Da Imagem
A imagem substitui a verdadeira experiência sensorial.
A imagem não existe, é um falso consenso sobre a existência das coisas.
A palavra não existe, palavra é imagem falada.
A escrita é palavra - ou seja, a imagem falada - retransformada em imagem.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Naquele momento, o mesmo pensamento ocorreu a todos. "Ele foi o primeiro a ficar cego. Talvez todos recobremos a visão."
A comemoração não era inteiramente por ele.
Nos próximos dias, nas próximas semanas, ninguém dormiria de tanta ansiedade.
Veriam novamente. Desta vez iriam realmente ver.
Quem seria inseguro a ponto de prender-se ao cobertor da cegueira?
Quem seria tão tolo a temer que sua intimidade fosse perder-se?
E essa mulher que estava tão estranhamente calada, e que havia suportado tal fardo, e que, agora, estava repentinamente livre?
Ela já podia imaginar as vozes da cidade gritando "Posso ver!"
"Estou ficando cega", pensou.
(extraído do filme "Ensaio Sobre a Cegueira", de Fernando Meirelles)
sábado, 8 de janeiro de 2011
Penso... Vazio!
Penso eu que penso muito, muito mesmo... Penso sobre o amor, sobre as pessoas, sobre o universo, sobre o mundo, sobre o não-mundo, sobre o pensamento e, no fim das contas, todo esse pensamento é sobre mim.
Penso sobre tudo... mas não falo sobre tudo.
Só falo de mim, não sei falar de outra coisa. E, ainda assim, tudo que sei é nada. Não há certeza, não há verdade, não posso afirmar nada sobre mim.
"A vida é feita mais de perguntas do que de respostas", dizem.
Talvez "resposta" seja só uma mentira inventada para aliviar a sensação de vazio causada pela pergunta.
Mas porque fugir desse vazio, se ele sempre volta, sempre reivindica o reconhecimento da sua existência? Porque ignorar o que talvez seja a única prova de nossa existência?
Assinar:
Postagens (Atom)