terça-feira, 19 de junho de 2012

Do Progresso da Humanidade

Sempre ouvi dizer que o homem inventou a roda. Mas...

Quem garante que não foi uma mulher?

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ao vê-lo seguindo naquela direção eles gritaram:
- Idiota, está indo pelo caminho errado!
Ele parou e refletiu.
- Então estou no caminho certo. - Concluiu.

sábado, 14 de abril de 2012

Quinze de Janeiro de 2012

Quando a vida me pediu pra ser adulto, tudo o que eu quis foi chorar como uma criança.
Eu sabia que aquele era meu momento...

Um dia desses, uma amiga sonhou que eu morria... dizem que sonhar com morte indica mudança.
Essa hora de mudar, quando está mudando, bem no limiar, é a mais dolorida...
Houve todo um caminho, um processo, para chegar até esse ponto, e agora, quando não há mais volta, é justamente quando eu queria que nada mudasse, me apego aos fantasmas de tudo o que já foi.

Hoje pela manhã começou uma chuva que ainda dura... gosto de associá-la à limpeza. Me lembrei da chuva de sapos do filme Magnólia.

O bom é que dentro de mim também chove. As gotas são tímidas, mas as trovoadas ecoam pelo mundo. Acho que vai ficar assim por um tempo, o céu preto, carregado e chovendo aos poucos.
Mas quando o sol vier... ah! Quero que seja o mais brilhante e vivo de todos os tempos!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Coisas para fazer...
Pessoas para ver...
Lugares para ir...
Problemas para criar...
Quartos para bagunçar...
Relógios para quebrar...
Músicas para tocar...
Filmes para assistir...
Compromissos para faltar...
E poemas para (não) terminar...

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Pés no Chão

Hei vocês aí
Com seus motores,
máquinas, vias, rodovias.

Aonde pensam que vão
Com toda essa pressa?
A uma viagem intergalática?

Obrigado, não quero carona.
Para onde vou, posso ir a pé.

Só me façam um favor:
Respeitem os que não quiseram participar
Dessa suja guerra motorizada.

Para nós, bastam a terra e a paz;
Podemos ter tudo aqui.

Já vocês,
Aspirantes a viajantes intergaláticos,
Eu não os entendo.

E depois dizem que nós é que não temos os pés no chão.

A liberdade será minha ruína...


Mas que deliciosa ruína!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O ritual de adoração aos motores

Os costumes de diversos povos sempre foram objetos de profundos estudos, e não à toa. Muitos intelectuais se dedicaram a investigar os rituais e os mitos a fim de compreender as relações que estes povos tinham com a natureza, com o desenvolvimento humano, com a violência e com as técnicas e tecnologias.

Há, na sociedade onde vivo, o curioso ritual de adoração aos motores.
Os monstros ruidosos devoram um líquido sagrado - que é conseguido a custa de muitas vidas - enquando correm dando voltas, cada um com um homem em seu dorso.

É permitido a alguns humanos que assistam a esse impressionante evento, mas para isso têm de pagar uma grande quantia em dinheiro aos deuses e semideuses que governam a sociedade. Aqueles que não conseguem tal privilégio são mantidos à distância, como ordenam as leis divinas.

Este ritual, tão importante para a manutenção da sociedade e da fé nesta cultura, não pode ser violado em hipótese alguma, por isso soldados são espalhados pelas redondezas da arena onde correm os monstros, a fim de assegurar que os humanos que vivem na região não cheguem perto, nem tentem se apossar das moedas que frequentemente caem dos bolsos daqueles que puderam assistir o evento.

Ao fim dos dias de ritual, os monstros, já cansados, são desmontados e recolhidos; os deuses e semideuses voltam para o seu Olimpo; são levantadas bandeiras com diversos brasões, e imagens dos homens que estiveram no dorso dos monstros são espalhadas pelo mundo; os privilegiados que puderam ver todo este espetáculo místico voltam para suas casas (em geral longe da arena) e, finalmente, os meros mortais que foram mantidos à distância podem voltar para suas rotinas com um renovado respeito pelos motores, respeito que se deve talvez pelo temor de serem eles os próximos devorados por aqueles monstros que rugiram alto por dias.

domingo, 20 de novembro de 2011

Só tendo a força do rinoceronte para suportar a leveza do passarinho.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

É daqui a pouquinho... estão brotando as sementes desse tal de novo mundo!
Tudo mudando... é tempo de recomeçar, mas dessa vez com um novo fôlego, novos olhares, novas linguagens, novas vozes.
Pois é... é nisso que dá viver!